segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Água na Boca

Olá! Prometi um post sobre pratos franceses, e voilà!
Vamos fazer uma pequena viagem por alguns pratos experimentados ou preparados por mim na França.
Lembrando que na França geralmente se come como nos restaurantes, mesmo em casa (mas geralmente quando se é jantar com amigos, namorado, ou seja, com visita), ou seja, com pão, entrada, prato principal, queijo e/ou sobremesa, acompanhado de água (sim, eles comem tudo com água!) ou um vinho tinto, branco ou rosé ou ainda sirop, que é xarope de alguma fruta misturado com água.
Uma vez a menina que morava comigo fez um jantar delicioso típico da Bretanha, do qual eu falei aqui no post Viagem por...Rennes, a galette, que é o crepe salgado, com massa de farinha escura, mais grossa que a do crepe. Olhem o resultado:

No caso ela fez uma galette (comprou a massa pronta) com queijo, tomate e presunto, com um pouco de salada para acompanhar. Eu sou fã mesmo é da versão doce, o crepe. Esse comemos no restaurante Au Jardin des Saveurs, em Rennes, muito bom, aliás. Acompanhado de uma boa cidra bretã, é mais do que o ideal:

Crêpe de limão

Crepe de chocolate
O primeiro era um belo crepe de limão, com marshmallon, sorvete de limão e geléia de limão, muito bom. Mas confesso que esse de chocolate abre mais os olhares, olha essa calda, meu Deus!

Um café da manhã na França tem que ter a famosa baguette, além, claro, de um bom café ou café au lait.

Para o almoço, que tal um croque monsieur? É uma espécie de misto francês, só que mais gostoso, com bastante queijo por cima. Confiram:

Croque monsieur
Há ainda o croque madame, com ovo por cima de tudo, também delicioso. O refrigerante Orangina, na foto, é típico francês, e muito consumido por lá. Como o nome diz, é de laranja (do francês orange).
Se não tiver tempo e quiser uma comidinha mais rápida, há a versão francesa do Mc Donald´s, o Quick.

Almoço no Quick
Para a sobremesa, que tal um doce francês? Essa é minha parte favorita, pois adoro doces, e como os franceses não tem igual! Iguarias finas e lindas! Confiram alguns:

Acima, sorvete com forma de flor na rue Moufettard em Paris. Abaixo, charlottes, tartelettes e éclairs em uma pâtisserie na mesma rua. Lindos, não é? No Brasil, no post de ontem falei de docerias e padarias no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Recife, dêem uma olhada: Culinária França-Brasil.
Eu tentei fazer uns macarons, espécie de biscoito com massa de amêndoas e corante, dando cores bem fortes a ele, em casa. Ficou gostoso, com massa que um amigo meu comprou para mim, mas a forma não ficou legal...

 
Macarons de framboesa feitos por mim
 Olha como deveriam ficar:


Lindos, não é? Ainda em Paris, é super charmoso comer ou beber em uma terrasse, que para nós simplesmente são as cadeiras na calçada, ou na varanda.


Seja de dia ou de noite, para comer ou beber, uma terrasse é esperada ao longo do ano, pois quando faz frio ou chove, ninguém quer ficar lá fora, não é?
E, para finalizar o post, que tal uma bebidinha? Um Monaco? É cerveja com xarope de frutas, que dá essa cor avermelhada a ele. Confiram:

Monaco
A música que tem tudo a ver com o post é L´Eau à la Bouche, ou melhor "água na boca", de Serge Gainsbourg. Bon après-midi!

domingo, 16 de novembro de 2014

Culinária França-Brasil

Oba! Mais de 4 mil visualizações do blog! Estou animada, como podem ver estou postando quase que diariamente, como fazia no início do blog.
Vamos às notícias do dia? Então, lançamento de um novo livro, sobre culinária francesa, que vem do programa da inglesa Rachel Khoo, que no Brasil é apresentado pelo GNT. Rachel apresenta as delícias francesas de seu flat em Paris.

Outro livro, mas cujo lançamento, em língua inglesa, já ocorreu faz tempo, é o livro da australiana Susan Cutsforth, o segundo, já que ela tem o "Our House is Not in Paris". Estou falando do "Our House is Certainly Not in Paris", a continuação de seu sucesso. Olha a capa do livro que fofa:

Hoje no Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Rede Globo, saiu a Reportagem sobre Macarons em Recife, uma pequena empresa aberta por um casal franco-brasileiro, com sabores tupiniquins como brigadeiro, doce de leite e beijinho. Pelo jeito tem feito sucesso por lá.
As relações França-Brasil também existem do lado contrário. Em Paris, e até em Rennes, há restaurantes e bares brasileiros. Exemplo é o restaurante Barracão, em Oberkampf, em Paris, no qual não tive o prazer de ir, pois estava indo a um bar com amigos franceses, mas fotografei, no meu primeiro dia em Paris.

Outro restaurante, com comida "de casa", é o Arroz com Feijão, no 18ème arrondisement, cheio de brasileiros com saudades da comida de casa. O dono, super simpático, é brasileiro, claro.

Skol, arroz com feijão, aipim, salada e bife no jantar brasileiro do Arroz com Feijão
No Rio de Janeiro, voltando aos macarons e tudo, há a ótima Boulangerie Guérin, em Copacabana, e a pâtisserie Paradis, também em Copacabana. A da reportagem apresentada, no Recife, é a Canelés Massé, em um shopping lá, só não achei em qual. Bom, saí de livros (de culinária, é verdade) para comidinhas...me abriu o apetite...não para comer, mas para publicar sobre pratos franceses...aguardem o próximo post! Lembrando que não sou nenhuma gourmet, então não esperem passo-a-passo de receitas, ok?
A chanson du jour é o hit de Indila, Love Story. Curtam, é muito gostosinha, como o assunto do dia! Bisous!

sábado, 15 de novembro de 2014

Viagem por...Rennes

Agora sim! Começando nossos posts sobre viagens...algumas cidades, em especial Paris, acho que vai dar mais de um post, de tanta coisa que tem a se visitar lá. A ordem vai ser meio aleatória para vocês, mas para mim tem uma ordem, dos arquivos que tenho aqui no meu computador.
Vamos começar por Rennes! Minha cidadezinha, como eu gosto de falar, cidade que me acolheu com tanto carinho, não podia começar por outra! Um vídeo que acho bem legal é na SNCF, empresa de trens franceses, que faz vídeos e reportagens turísticas bem legais em seu site. Esse está em francês, é o Rennes, capital da Bretanha. Então, como o vídeo diz, Rennes é a capital da região Bretagne, ou, em português, Bretanha. Tem aproximadamente 500 mil habitantes, o que no Brasil é considerado pequena, mas na França chega a ser uma das maiores cidades, como eu disse, capital de uma região (o equivalente a nossos estados).
Uma boa maneira de visitar a cidade é de bicicleta. Como já disse em um post, em Rennes tem o Le Vélo Star, bicicleta que alugamos por até uma meia hora gratuitamente, ou por um aumento de 1 euro por hora suplementar, ou ainda, se pago por 24h de uma única vez, sai por 1 euro. Uma boa ideia, não é? Ainda mais numa cidade repleta de pistas ciclistas.
Um lugar legal a visitar é a Place du Parlement. Localizada no centro da cidade, entre République e Sainte Anne, a praça volta e meia abriga um evento, como espetáculo de luzes no verão ou no inverno, próximo ao Natal. Além disso, é uma praça bonita, com a arquitetura clássica que ocupa parte de Rennes.
Ali pertinho, na Place de la République, está o Jardin des Plantes, não como o de Paris, mas com vasos de plantas colocados pelos próprios moradores. Legal que ninguém mexe, vandaliza ou rouba, eles estão sempre lá. Ao longo do quais da République, que é a rua na beira do rio, há prédios interessantes, além de um bom comércio, com lojas de viagens, de sapatos, de roupas, como a Galeries Lafayette, entre outras legais.

Edifícios clássicos no Centre Ville

Quais da République
Uma vez em Rennes (dica do vídeo), não deixe de provar a típica galette saucisse, que é uma espécie de crêpe (lembrando que na França crêpe é doce e galette é o salgado) com salsicha bretã. Há várias crêperies espalhadas pela cidade.
Aí chegamos ao coração da cidade, a Place Sainte Anne. Cheia de bares e edifícios em columbage, ou melhor, feitos de madeira como estrutura, no maior estilo idade média.


Não apenas na Place Sainte Anne em si, mas percorrendo o vieux Rennes, vê-se a casa mais antiga de Rennes e esse tipo de arquitetura.
Rennes é conhecida por ser cidade universitária. Então sua vida noturna é bem agitada. Na Rue de la Soif, ou "rua da sede", ao lado da Place Sainte Anne, é o reduto de jovens e pessoas que querem conhecer a vida noturna de Rennes. De pouco movimento durante o dia, todos os dias da semana à noite, em especial Às quintas à noite, fica bem agitada com pessoas ocupando além dos bares, as ruas. Isso se estende para as ruas ao redor, como a Place Saint Michel, entre outras.

Place Saint Michel à noite

Tenho mais coisas para falar sobre Rennes, mas como o post já está grande, vou deixar para um próximo.
A chanson du jour vai ser Tri Martolod, do bretão Alan Stivell, que canta em bretão mesmo, língua típica da região mas pouco falada hoje em dia. Salut!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Em exibição

Olá! Novamente não estou repetindo post...anteontem foi sobre cinema...hoje eu ia postar sobre viagens, mas acabei indo nas exposições do CCBB do Rio de Janeiro e achei legal falar sobre...até tirei umas fotos pensando em postar aqui.
Então, no momento há 3 exposições legais lá. A principal, que como sempre ocupa o hall principal e o 1º andar, é sobre o ouro. Não achei a mais legal das três, mas ficou bem bonita, em especial a sala revestida de carpetes e a sala dos espelhos, que reflete a beleza das joias expostas. A sala dos carpetes mostra um contraste entre o material refinado, que é o ouro, e o carpete, material mais "popular". Há ainda homenagens a artistas do cenário brasileiro, como Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx. A H.Stern, grife que lançou a exposição, tem uma linha de joias de Niemeyer, cujo comercial é bem legal. (Bom que em mais uma oportunidade pude mostrar um comercial legal para vocês!)
Lembrando que a exposição não é apenas sobre joias, tem obras de artistas plásticos também. A parte do Burle Marx também apresenta uma linha de joias que ele fez, ao mesmo tempo tem quadros e cerâmicas feitas por ele, seguindo a linha das joias (ou seria o contrário?)

Desenho de Oscar Niemeyer na exposição Ouro
Já a segunda exposição, da qual eu gostei mais, se chama "Virei Viral", que está em sua segunda edição. Ela aborda o tema da cyber cultura, tão "viral" hoje em dia. Vou apresentá-la mais por fotos, já que tirei várias:











Está ou não está show? E conta co nossa perticipação, já que nesses quadrinhos e nuns papeizinhos podemos escrever frases ou o que pensamos, ainda ler sobre outras pessoas. No banheiro, mais uma surpresa:

#sefievireiviral

Legal, né? Ultimamente tenho postado fotos minhas aqui, coisa que eu não fazia antes. Acho que tomei coragem pelo blog de uma amiga minha, o Casa Design Studio, em que ela tira fotos dela mesma e suas produções para a casa.
Voltando à exposição, agora a última delas, no segundo andar, ao lado de um café novo chamado Brasil e meio carinho, mas muito gostoso e aconchegante, coisa que estava faltando no CCBB, já que não se tem conforto no café do térreo.


A exposição se chama "Perto do rio tenho sete anos" ,do fotógrafo André Gardenberg e mostra o universo pantaneiro e sua poesia, de maneira simples, com animais e tal. Muito bem feita, o ambiente da sala é perfeito para se entrar no "pantanal" e no contato com a natureza. Vejam vocês mesmos:




E aí, bateu a vontade de ir? Não percam, a "Virei Viral" e a do pantanal ficam até 22 de dezembro e a do ouro até 5 de janeiro, no Rio de Janeiro!
Me despeço de vocês com a chanson du jour é Je ne dirai rien, de Black M com The Shin Sekai e Doomams, sobre uma garota fútil. Nada a ver com o post, um pouco com o ouro, para quem só pensa nisso, mas porque a música é legal e Black M. está na moda. :)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Em cartaz

Olá! Estou com uma ideia de uma série de posts a fazer. A ideia é a seguinte: visitei 54 cidades francesas. Isso dá mais do que o número de cidades brasieliras que eu conheço. Gostaria de falar de cada uma delas, ou seja, teríamos aproximadamente 54 posts, talvez menos pois há cidades que eu não conheci direito ou não se tem muita coisa para fazer.
Mas, vamos começar com a notícia do dia? Então, hoje na França entra em cartaz o filme Favelas, sobre meninos que acham uma carteira perdida e resolvem procurar seu dono. Não sei quando entrará em cartaz no Brasil, ou até mesmo se já entrou e já saiu.
Falando em cinema, tem filmes franceses em cartaz no Brasil. São eles: Uma Viagem Extraordinária, ou "L´extravagant voyage du jeune et prodigieux T.S.Spivet", do diretor Jean-Pierre Jeunet, o mesmo do sucesso O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, dessa vez gravado em inglês, contando a história de um menino prodígio que abandona sua família para atravessar sozinho os Estados Unidos.

Cartaz de Amélie Poulain no Café Les Deux Moulins, em Paris

Outro filme em cartaz é Attila Marcel, uma comédia de Sylvain Chomet, diretor do fofo As Bicicletas de Belleville, ou do francês "Triplettes de Belleville". Voltando ao Attila Marcel, a história é sobre um rapaz trintão que perdeu os pais aos dois anos, viu a morte deles e, com o trauma, não fala.
Mais um filme, com atores-stars franceses como Léa Seydoux e Vincent Cassel, é o clássico A Bela e a Fera, cuja história todos conhecem: um comerciante arruinado vai morar no campo com sua família. Um dia ele é preso como "refém" no castelo da Fera. As críticas não estão falando muito bem desse filme, não, dizem que faltou o encanto e a emoção da história.
E, o último filme em cartaz, é o Grandes Amigos, ou "Amitiés Sincères", comédia sobre dois amigos.
Esses são os filmes que estão em cartaz no cinema "normal". Lembrando que no Cine Maison, no Rio de Janeiro, toda segunda tem sessões de meio-dia às 20h.
No próximo post começamos então com a nossa viagem pelas cidades francesas. Lembrando que tem um site muito legal para marcar as cidades que já se visitou ou para onde se quer ir, o Trip Advisor.
A música do dia vai ser sobre outro filme, Alice no País das Maravilhas (que é aliás o livro que estou lendo no momento, comprado numa feirinha do livro na França por 3 euros :) ), La Porte Bonheur, de Ibrahim Maalouf e Oxmo Puccino.
Bonne soirée! Boa noite!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Aquele dos cinquenta

Hoje é dia de comemorações! 50ª publicação no blog! Enfim chegamos a esse número, para um blog que tem 1 ano e 5 meses de existência, acho que deveria ter mais! Engraçado que quando eu estava na França postei muito menos do que agora que estou no Brasil...afinal, não tinha tempo! Quando tive tempo postei um pouco, mas na maioria das vezes não tinha assunto sobre o qual publicar...É só começar que as ideias transbordam e a motivação e os assuntos aparecem. Hoje, por exemplo, não tenho um assunto definitivo. Como sempre vamos com a notícia do dia, que publiquei na Página Facebook de Ma Vie Française. Na China, uma cidade tenta fazer uma cópia de Paris, com réplica da Torre Eiffel e tudo. Está em Réplica Chinesa de Paris.
No post de ontem publiquei várias fotos da musa Brigitte Bardot e lembrei que esqueci de comentar que ela fez recentemente 80 anos! Parabéns para nossa diva!

Ela assopra essas velas pelo nosso 50º post também!
Já falei para vocês que adoro comerciais? Sim, me lembro de ter comentado isso, e minha queda por comerciais de perfume, em que, como diz uma conhecida, "gostaria de viver dentro deles". Então vai um comercial que adoro, cuja música, de Brigitte Bardot, foi tema da minha formatura. Dirigido pela diretora que também adoro, Sofia Coppola. Ela tem um olhar muito intimista e delicado sobre o mundo feminino, acho que foi perfeita para dirigir esses comerciais, embora tenha sido meio criticada, por ser diretora de cinema. Miss Dior Chérie é o comercial do qual falei. Olha a vida de sonho dessa moça em Paris! Sofia Coppola dirigiu outro comercial com a star Natalie Portman, Miss Dior Chérie Je t´aime Moi Non Plus, embalada pelo sucesso de Serge Gainsbourg, aqui cantando com Jane Birkin. Os dois são um mais bonito do que o outro. Ainda prefiro o primeiro, que mostra essa vida e esse olhar delicado, com uma modelo menos conhecida, então tem menos importância a figura da pessoa e mais o comercial em si.
A música do dia é Moi Je Joue, de Brigitte Bardot, a música que embala o primeiro comercial. Aqui em versão completa, já que no comercial eles fazem cortes.
Ah, estava assistindo o comercial e vi a modelo andando de bicicleta...esqueci de comentar no post de ontem que viver na França também é andar de bicicleta! Meio de transporte querido pelos franceses, se vê gente com bicicleta alugada, bicicleta própria, de terno e gravata indo trabalhar...inclusive fiz um post dedicado à magrelinha, o De Bicyclette.
Viu, até que ficou um postinho legalzinho. Vou me despedindo de vocês...à bientôt!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Vivre en France...

Vivre en France est...Viver na França é...
No melhor estilo "Amar é...", pensei nesse post como uma listagem de como é, ao meu ver, a vida na França...
A música para embalar o post só pode ser Douce France, de Charles Trenet, que eu fiquei surpreendida que ainda não tinha postado aqui, fui até conferir. Tenho um amigo que quando sente falta da França natal dele, diz que sente saudades da sua douce France. Com toda a razão.

Então, c´est parti? (vamos começar?)

Morar na França é....

-Sentir o aroma das árvores, que não são as mesmas daqui do Brasil, nem do hemisfério sul, nem mesmo de outros países da Europa. A França tem cidades bem arborizadas, então não sentir o aroma delas é viver trancado no apartamento. Ah, sim, porque quando eu morei em casa em plena cidade eu sentia os aromas e sons dos pássaros do meu jardim...maravilha!

Meu Jardin de Monet particular

- Valorizar a vida ao lado de fora. Sim, porque francês que é francês adora passear em um parque numa tarde preguiçosa, ou depois do trabalho...coisa que no Brasil é considerado até meio brega, na França tá sempre em alta.

Jardin des Tuileries em Paris



Viver ao ar livre!

- Ler. No parque. No metrô. Em casa. Simplesmente ler. Porque aqui todo mundo lê. Alguns fingem que lêem no metrô para ninguém puxar papo com ele, mas a verdade é que todo mundo leva seu livrinho e na primeira oportunidade tá lendo, seja onde for.


- Fazer pique-nique. Não apenas o clássico pique-nique no parque, com direito à toalha quadriculada no gramado, mas eles chamam tudo de pique-nique. É só comprar seu sanduíche, pizza, o que for, mas que não seja em casa ou no restaurante. Algo bem improvisado se torna pique-nique. Tem até o verbo piqueniquer. Quando se reúnem para beber dessa maneira informal também é chamado de pique-nique. Então, na França fique pronto à piqueniquer!

Pique-nique nas bordas do Canal de L´Ourcq

-Improvisar. Não, os franceses não são tão formais quanto se imagina. Eles são reis na improvisação. Festa francesa, mesmo quando não é improvisada, tem ares de ser. Festinha na casa de alguém é coisa mais fácil de se ver. É só reunir uma galera, comprar bebidas e...voilà! Vira festa.
-Economizar. Ao contrário do Brasil, na Europa em geral as coisas são bem mais em conta. Então francês não está acostumado a gastar muito, pois não vê preços exorbitantes na frente. Nem tem mania de compras como brasileiro, que vai ao exterior para comprar. Lembro que ia numa piscina que custa 2 euros a entrada. As pessoas que estavam comigo me deram bem a dica de levar um cartão de descontos que algumas pessoas recebem para pagar apenas 80 centavos no lugar de 2 euros. 1,20 euros conta para eles
- Ter classe. Francês tem classe, que é inclusive uma expressão bem usada lá. Seja na forma de se vestir, de falar baixo e sem tocar a outra pessoa, seja no próprio idioma. Ter classe não significa ter coisas caras, e sim ser educado, na sua e, de certa forma, elegante. Cheio de non-chalance!

La classe!

- Se vestir bem. Roupas boas, baratas e caras, é artigo fácil de se achar na França, aliás, país conhecido pela moda. Seja qual for o estilo da pessoa, dos mais clássicos (tem muitos jovens clássicos) aos mais esportivos, saber se vestir bem é algo bem francês. Sem nossa ostentação brasileira. Longe disso.


Vou finalizar por aqui, já deu um sacré post! À la prochaine!

domingo, 9 de novembro de 2014

Intercâmbio na França

Salut! Parece mas não estou repetindo post...A Escolha do Intercâmbio na França foi um post em que pensei que fosse escrever tudo sobre o assunto, mas acabou ficando grande demais só com o período de escolha.
Para começar, as descobertas (sempre inspiradoras) do dia...como vamos também falar de Rennes, lá está rolando a Bienal de Arte Contemporânea de Rennes. Um evento imperdível que se espalha por toda a cidade, e acessível a todos. Vamos dessa vez começar com a música do dia, Pas les Saisons, da francesa Mina Tindle. A última descoberta são as fotos do antigo fotojornalista da Paris Match, Walter Carone, aqui nessa seleção há fotos de artistas, ensaios de moda e de cenas parisienses e japonesas.

Agora entrando no assunto, falei para vocês como escolher o país e a cidade de intercâmbio. Reforçando, escolham a cidade não apenas por ser a mais óbvia, mas principalmente pela faculdade. A cidade depois vai se mostrar uma surpresa para vocês, como foi Rennes para mim, entre outras cidades para colegas meus. Principalmente quando é cidade universitária, não tem como ficar parado com tantas atividades culturais, como vocês podem ver no caso de Rennes e sua bienal, e vida noturna, principalmente barzinhos e festas estilo petit comité.
Aliás, escolher a França é sinônimo de vida cultural bem animada. Se você é fã de museus e exposições, é um dos países perfeitos para isso.

Exposição ao ar livre em Rennes

Viagens de estudos estão presentes em todas as etapas de ensino - do ensino fundamental ao mestrado. No doutorado não tenho certeza se fazem ou não, sei que é recomendado, mas normalmente por conta do aluno mesmo. Nos outros casos, a escola/faculdade reembolsa uma parte da viagem, viagens internacionais. Eles costumam ir muito à Inglaterra, mas outros países, principalemente europeus, estão na lista também. Há viagens para outros continentes e viagens locais também. Às vezes eles fazem viagens locais para dar exemplos de aulas, levar à exposições ou a palestras. Eu fiz tanto viagem internacional quanto local no meu período de intercâmbio e de mestrado.

Viagem local à Orléans

Na minha opinião o ideal é a pessoa ser independente. Isso quer dizer, ou ir completamente sozinha se aventurar numa cidade, ou procurar não ficar grudado nas pessoas que já conhecem ou que vêm de seu país. Essa é a maneira mais eficaz de se fazer amizades e de conhecer a cultura local, andando com locais. Vale também andar com estudantes de outros países diferentes e conhecer outras diversas culturas. Na França isso é possível pois há além de muita imigração, há muito intercâmbio e muito turismo também. Estudei com gente da China, do Japão, da Rússia, do Afeganistão, do Peru, do México, da Alemanha, da Espanha, do Uruguai, da República Tcheca, da Itália...entre outros. E também com brasileiras, e era bom vê-las e falar português sem ninguém entender, mas nada de ficar grudada, até porque elas já tinham seus grupos de amigos e até família na França, ou seja, tinham suas vidas.

Estudantes Erasmus

Quanto aos estudos, a França é conhecida por sua excelência no ensino. Então não pensem que se vai por brincadeira - as matérias são puxadas. Até na minha faculdade no Brasil aconselharam não pegar muita matéria por semestre justamente para fazer bem poucas, pois "até se acostumar com o ensino deles, você já estará voltando", como eu ouvi. E é mais ou menos isso mesmo.
Quanto ao processo de seleção, foi local, ou seja, dentro da comissão de intercâmbio os três responsáveis na época fizeram entrevista em francês e português comigo, avaliaram meu portifólio e meu histórico escolar e comentaram ambos, em especial o histórico. Mas até mesmo hoje em dia o processo deve estar diferente dentro da própria faculdade, então imagina se você é de outra faculdade ou outro curso? Mais diferente ainda. O importante é ter o que mostrar, apresentar muita e genuína vontade de ir e pelo menos saber se virar na língua do país para onde se quer ir.
Quanto à vida noturna de um estudante intercambista, ou Erasmus como chamam na Europa, é bastante agitada. Festas de open house, já que os estudantes em sua maioria vão morar sozinhos ou dividir apartamento, reunioezinhas entre amigos, bares, bar de nuit, que é como eles chamam os bares com música, mas agitados mas não tanto quanto uma boate, além dos restaurantes, shows e festas. Geralmete o intercambista está aberto a tudo isso e sempre é chamado seja por pessoas locais, de seu país ou de outros países diferentes.
Me despeço agora de vocês com um novo post já em mente (ontem acordei com dois posts em mente, mas não tive tempo de efetivamente postar). À plus tard!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Escolha do Intercâmbio na França

Com essa moda que está do Ciências sem Fronteiras (não sei se posso chamar de moda, mas escuto falar bastante disso entre os estudantes de graduação) e por ter publicado sobre o Mestrado na França, agora vou contar um pouco sobre o intercâmbio que fiz lá.
Antes de tudo, a escolha do lugar. Mesmo o país não pode ser uma escolha aleatória. Tem que ter uma questão de vontade e afinidade, seja cultural, seja com a língua...como vocês podem ver, pelo fato de eu ter um blog sobre a vida na França eu tenho uma grande aproximação com a país, que claro foi ficando mais forte conforme eu realmente me aproximava do lugar. Só comecei a realmente escrever sobre a vida na França depois de ter vivido lá, mas a paixão já é antiga, e começou por uma paixão pelo idioma lá pelos meus doze anos, quando eu comecei a aprender essa língua tão sonora.
Em alguns países é até obrigatória a proficiência na língua, como é o caso da Alemanha, da Inglaterra e dos Estados Unidos. Pelo menos era assim na época que eu fui, talvez dependa da faculdade. Mas, para conseguir bolsa, meus colegas tinham que ter um nível mais avançado para conseguir ir.
Lembrando que, quando eu fiz intercâmbio, no ano já distante de 2009, não existia Ciências sem Fronteiras. Ou melhor, segundo meu irmão, existia, mas tinha outro nome e não era tão divulgado. Sim, é verdade, se tentasse pela faculdade  não pelo curso podia pedir uma bolsa, mas parecia algo mais difícil e mais distante e nem sei se todos os cursos podiam pedir.

Eu em Paris, numa visita com professores

Hoje em dia tem essa facilidade de ser mais acessível a todos, com o aumento do número de faculdades e vagas. Mas também parece mais difícil de ingressar, pois a demanda aumenta.
Realmente tenho poucas informações sobre o Ciências sem Fronteiras para falar sobre, vendo que não estou mais na graduação. Então vou retornar ao que eu estava falando, sobre a escolha do local. Uma vez escolhido o país, seja pela língua, seja pela vontade de conhecê-lo, morar nele, seja por ter família, amigos lá, partimos para a escolha da cidade. No caso da França, qual o primeiro pensamento, ou único, de todos? Paris! É claro, como dizem amigos meus franceses que moram no Brasil, aqui só conhecemos Paris e a França se resume a isso. O que é uma pena, pois a França tem vários pólos de excelência em outras regiões. Além de ser linda e rica. A paisagem é exuberante, os costumes são um pouquinho diferentes, tem beem menos turistas e se conhece realmente o que é a França. Na capital o estilo de vida é diferente, mais agitado, mais cosmopolita, e não se conhece o jeito francês de se viver. Como assim, Paris não é na França? Claro, mas Paris é turística, é a capital, tem muita imigração. Eu costumo dizer que quando vou à Paris ouço de tudo, menos francês. Isso, passeando sozinha pelas ruas. Como tenho alguns amigos parisienses, ainda escuto entre eles. Mas é claro, Paris tem um charme todo próprio, então se você realmente quer ir para a capital, tente. E, se não for para estudar, não deixe de ir para conhecer.
Entre meus conhecidos, tem um que foi fazer intercâmbio em Engenharia em Troyes, uma cidadezinha pequeninha na região de Champagne.

Aula externa em Rennes

Voltando a minha história, eu confesso que tentei Paris, justamente por só conhecer essa opção de cara. Não consegui a vaga e para o interior ainda estava aberto e, óbvio, tentei, afinal eu queria muito fazer o intercâmbio na França, era minha chance. Tinha conhecido no ano anterior um menino de Rennes, a cidade para onde fui, que me falou muito bem da região. As opções eram apenas Rennes e Toulouse. Muitos escolheriam Toulouse, por ser mais quente, mais perto do Mediterrâneo e ter uma cultura sulista. Eu preferi o norte justamente por todos os motivos contrários. Seria eu meio doidinha? rs Felizmente dependendo da faculdade ou do curso, há outras opções de cidade.
Então, se informem sobre outras cidades e regioes, e, principalmente, sobre a faculdade para a qual querem ir. Lembrem de ter uma segunda opção caso não sejam escolhidos.
Vou terminar o post por aqui, com a chanson du jour (música do dia), Bye bye, de BB Brunes, para você que vai partir em intercâmbio, bye bye, ou melhor...au revoir!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Para Não Dizer Que Não Falei...

...de moda! Não, esse não vai se tornar um blog de moda como tantos outros, embora eu estava falando com uma amiga sobre o sucesso de blogs de moda, en detrimento dos outros. Mas acabei de assistir o desfile da Ellus no São Paulo Fashion Week e me inspirou a fazer um post. Não apenas sobre isso, mas para começar. A Ellus arrasando com seu estilo sempre rock-glam! Infelizmente eu não estava lá, só assisti pela internet, mas deu pra ver bem direitinho. Não como os convidados, que estavam todos na primeira fileira, já que disporam os pufes de maneira que todos se sentassem de frente para o espaço de passarela. Deu pra ver pessoas tirando foto e postando logo em seguida, o que eu achei uma pena, já que o desfile é tão curtinho, tem que curtir.
Aliás, acho que hoje o dia é para boas inspirações! Fuçando meus arquivos, achei fotos antigas e achei dois sites dos quais gostei, ambos em francês. O 1001 Citations, com frases de efeito, divididas por tema. Postei inclusive na página do facebook. O outro é Merci Alfred, meio descoladinho e com posts da atualidade. Gostei especialmente do que estou lendo agora, o Do´s de Don´t´s de fotos de férias, em francês, sobre o que fazer ou não quando se tira uma foto durante as férias. Pelo o que eu entendi o site é voltado para o público masculino, mas tem posts unissex como esses de viagens e dicas sobre o que se fazer em Paris, entre outros.
Estava esperando a Ellus atualizar a página com fotos do desfile, mas como essas coisas demoram, vou postar sem fotos mesmo.
"Le premier des bons ménages est celui qu´on fait avec sa conscience" - "A primeira das boas limpezas é aquela que se faz com a consciência". Albert Einstein. Frase extraída do site 1001 Citations, citado acima.
A música de hoje eu descobri dia desses e devia estar no post A Parisiense e não hoje, mas como ela acabou de sair, aqui vai La Parisienne, de ZAZ. Bisous, bisous!