sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Jardins Parisienses

Bonjour! Vamos às novidades de hoje? Primeiramente eu fiz uma playlist de Músicas do Blog, ou melhor, coloquei apenas as músicas francesas ou que falam da França, para ficar bem típico mesmo. Em segundo lugar, como ontem falei do Louvre, encontrei essa listinha Das 10 exposições do momento em Paris. Assim continuamos nosso assunto e nossa cidade do momento.
Sexta-feira foi dia do Louvre. Sábado foi dia de passear livremente pelas ruas parisienses. Isso me lembra, além do comercial Miss Dior Chérie apresentado no post Aquele dos Cinquenta, o comercial Parisienne, da Yves Saint Laurent. Falando em YSL, esse virou filme, aliás, dois filmes, um com as roupas originais dele, e outro com réplicas feitas por um estilista.
Voltando para as ruas parisienses, começamos pelos jardins próximos à antiga casa de um antigo amigo meu, no 13ème. Passamos pelo Jardin des Grands Explorateurs, que homenageia Marco Polo e Robert-Cavalier-de-la-Salle. O primeiro atravessou a Ásia, o segundo parcorreu a América do Norte. Vejam como é bonito, como um bom jardim parisiense:



Ruas do 13ème arrondisement
Em seguida fomos a outro jardim, esse mais famoso, o Jardin du Luxembourg. Foi criado no início do século XVII por Marie de Médicis. Vejam que delícia é passear por ele, ler um livro lá, apreciar a paisagem...

Aléia de árvores no Jardin du Luxembourg

Estátua da deusa Diana, a caçadora

Pessoas lendo ou pegando sol no jardim

Leitura, bains de soleil e promenades

Fonte Médicis

Estátua da Liberdade

Além de ter uma estátua da liberdade no 16ème, numa ilhazinha dentro do rio Sena, tem essa no 14ème. O bairro abrigada ainda o pequeno panteão que aparece numa das primeiras fotos e a Torre Montparnasse, que é a mais alta de Paris, da qual vamos falar uma próxima vez.

Apenas com esses dois jardins o post já está grande, então vamos acabar por aqui. Vou indicar um livro que comprei na livraria do Museu Marmottan Monet, no 16ème. Sobre Jardins parisienses, mas como não estou achando, fica só essa indicação informal por enquanto. A chanson du jour é outra do ótimo último álbum da Zaz, chamado "Paris", e se chama Sous le Ciel de Paris, ou "sob o céu de Paris", em bom português. Tudo a ver com o post de hoje, não é? Salut!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Uma viagem pelo...Louvre

Continuando nossos posts sobre cidades francesas, chegou a vez do mais esperado de todos: Paris!
Como é uma cidade com muitas atrações, vou dividir em partes.
Vou começar pelo primeiro fim de semana que passei em Paris. Fomos numa sexta e voltei sozinha na segunda, pois a menina que morava comigo teve que voltar antes, no domingo.
Logo de cara fomos para o Museu dos Museus, o Louvre! Não é meu museu preferido, até porque tem muuita gente, e é frequentado por muitos não exatamente apreciadores de arte, mas pessoas que acham que tem que conhecer o Louvre pelo nome que ele tem. Então é bem cheio, as pessoas ficam conversando em frente aos quadros, tiram muita foto (eu fui uma delas, confesso) e descansam muito nos bancos, até porque é um museu bem extenso.
Há indicações para ir à Monalisa, quadro meio decepcionante por ser pequeno, estar em uma sala com quatro seguranças apenas ao lado dele, muita gente na frente e estar sobre um vidro, com uma corda na frente. Mas há outras áreas muito interessantes a se ver, como a parte de arte egípcia, logo no início, os pintores italianos, a Vitória de Samocrácia, que é a mulher com asas, muito linda, e os quadros de Leonardo da Vinci e outros italianos, já citados. A parte da renascença e da idade média também são legais. Passamos a tarde e um trecho da noite lá, pois às sextas-feiras é noturno, ou seja, fecha mais tarde e não vimos nem metade. Acho que precisa de um dia inteiro, ou mais, para se conhecer esse museu.

Victória de Samocrácia

Parte de Arte Egípcia

Deusa Ísis

A tão esperada Gioconda, ou, como a conhecemos por aqui, Monalisa     
Pintura da Idade Média

Como vocês podem ver, é possível fotografar lá dentro, mas sem flash. O que achei legal também foi a área central, das esculturas, onde tinha uma turma desenhando. Como se faz nas escolas de Belas Artes ou de Arquitetura:

Turma desenhando esculturas

Área central, das esculturas
Como vocês podem ver na foto seguinte, o museu é cheio. E é bonito também. Era palácio real  no passado. Quando eu fui não sabia se tirava foto do edifício ou das obras.

E, para finalizar, uma foto clássica em frente à polêmica pirâmide no exterior do Louvre:

Outro clássico: A Vênus de Milo!

Acabou dando um post só do Louvre, como se dá um dia só para visitá-lo! A chanson du jour é Paris Seychelles, de Julien Doré. Tinha que ser alguma falando sobre Paris, n´est-ce pas?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Água na Boca

Olá! Prometi um post sobre pratos franceses, e voilà!
Vamos fazer uma pequena viagem por alguns pratos experimentados ou preparados por mim na França.
Lembrando que na França geralmente se come como nos restaurantes, mesmo em casa (mas geralmente quando se é jantar com amigos, namorado, ou seja, com visita), ou seja, com pão, entrada, prato principal, queijo e/ou sobremesa, acompanhado de água (sim, eles comem tudo com água!) ou um vinho tinto, branco ou rosé ou ainda sirop, que é xarope de alguma fruta misturado com água.
Uma vez a menina que morava comigo fez um jantar delicioso típico da Bretanha, do qual eu falei aqui no post Viagem por...Rennes, a galette, que é o crepe salgado, com massa de farinha escura, mais grossa que a do crepe. Olhem o resultado:

No caso ela fez uma galette (comprou a massa pronta) com queijo, tomate e presunto, com um pouco de salada para acompanhar. Eu sou fã mesmo é da versão doce, o crepe. Esse comemos no restaurante Au Jardin des Saveurs, em Rennes, muito bom, aliás. Acompanhado de uma boa cidra bretã, é mais do que o ideal:

Crêpe de limão

Crepe de chocolate
O primeiro era um belo crepe de limão, com marshmallon, sorvete de limão e geléia de limão, muito bom. Mas confesso que esse de chocolate abre mais os olhares, olha essa calda, meu Deus!

Um café da manhã na França tem que ter a famosa baguette, além, claro, de um bom café ou café au lait.

Para o almoço, que tal um croque monsieur? É uma espécie de misto francês, só que mais gostoso, com bastante queijo por cima. Confiram:

Croque monsieur
Há ainda o croque madame, com ovo por cima de tudo, também delicioso. O refrigerante Orangina, na foto, é típico francês, e muito consumido por lá. Como o nome diz, é de laranja (do francês orange).
Se não tiver tempo e quiser uma comidinha mais rápida, há a versão francesa do Mc Donald´s, o Quick.

Almoço no Quick
Para a sobremesa, que tal um doce francês? Essa é minha parte favorita, pois adoro doces, e como os franceses não tem igual! Iguarias finas e lindas! Confiram alguns:

Acima, sorvete com forma de flor na rue Moufettard em Paris. Abaixo, charlottes, tartelettes e éclairs em uma pâtisserie na mesma rua. Lindos, não é? No Brasil, no post de ontem falei de docerias e padarias no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Recife, dêem uma olhada: Culinária França-Brasil.
Eu tentei fazer uns macarons, espécie de biscoito com massa de amêndoas e corante, dando cores bem fortes a ele, em casa. Ficou gostoso, com massa que um amigo meu comprou para mim, mas a forma não ficou legal...

 
Macarons de framboesa feitos por mim
 Olha como deveriam ficar:


Lindos, não é? Ainda em Paris, é super charmoso comer ou beber em uma terrasse, que para nós simplesmente são as cadeiras na calçada, ou na varanda.


Seja de dia ou de noite, para comer ou beber, uma terrasse é esperada ao longo do ano, pois quando faz frio ou chove, ninguém quer ficar lá fora, não é?
E, para finalizar o post, que tal uma bebidinha? Um Monaco? É cerveja com xarope de frutas, que dá essa cor avermelhada a ele. Confiram:

Monaco
A música que tem tudo a ver com o post é L´Eau à la Bouche, ou melhor "água na boca", de Serge Gainsbourg. Bon après-midi!

domingo, 16 de novembro de 2014

Culinária França-Brasil

Oba! Mais de 4 mil visualizações do blog! Estou animada, como podem ver estou postando quase que diariamente, como fazia no início do blog.
Vamos às notícias do dia? Então, lançamento de um novo livro, sobre culinária francesa, que vem do programa da inglesa Rachel Khoo, que no Brasil é apresentado pelo GNT. Rachel apresenta as delícias francesas de seu flat em Paris.

Outro livro, mas cujo lançamento, em língua inglesa, já ocorreu faz tempo, é o livro da australiana Susan Cutsforth, o segundo, já que ela tem o "Our House is Not in Paris". Estou falando do "Our House is Certainly Not in Paris", a continuação de seu sucesso. Olha a capa do livro que fofa:

Hoje no Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Rede Globo, saiu a Reportagem sobre Macarons em Recife, uma pequena empresa aberta por um casal franco-brasileiro, com sabores tupiniquins como brigadeiro, doce de leite e beijinho. Pelo jeito tem feito sucesso por lá.
As relações França-Brasil também existem do lado contrário. Em Paris, e até em Rennes, há restaurantes e bares brasileiros. Exemplo é o restaurante Barracão, em Oberkampf, em Paris, no qual não tive o prazer de ir, pois estava indo a um bar com amigos franceses, mas fotografei, no meu primeiro dia em Paris.

Outro restaurante, com comida "de casa", é o Arroz com Feijão, no 18ème arrondisement, cheio de brasileiros com saudades da comida de casa. O dono, super simpático, é brasileiro, claro.

Skol, arroz com feijão, aipim, salada e bife no jantar brasileiro do Arroz com Feijão
No Rio de Janeiro, voltando aos macarons e tudo, há a ótima Boulangerie Guérin, em Copacabana, e a pâtisserie Paradis, também em Copacabana. A da reportagem apresentada, no Recife, é a Canelés Massé, em um shopping lá, só não achei em qual. Bom, saí de livros (de culinária, é verdade) para comidinhas...me abriu o apetite...não para comer, mas para publicar sobre pratos franceses...aguardem o próximo post! Lembrando que não sou nenhuma gourmet, então não esperem passo-a-passo de receitas, ok?
A chanson du jour é o hit de Indila, Love Story. Curtam, é muito gostosinha, como o assunto do dia! Bisous!

sábado, 15 de novembro de 2014

Viagem por...Rennes

Agora sim! Começando nossos posts sobre viagens...algumas cidades, em especial Paris, acho que vai dar mais de um post, de tanta coisa que tem a se visitar lá. A ordem vai ser meio aleatória para vocês, mas para mim tem uma ordem, dos arquivos que tenho aqui no meu computador.
Vamos começar por Rennes! Minha cidadezinha, como eu gosto de falar, cidade que me acolheu com tanto carinho, não podia começar por outra! Um vídeo que acho bem legal é na SNCF, empresa de trens franceses, que faz vídeos e reportagens turísticas bem legais em seu site. Esse está em francês, é o Rennes, capital da Bretanha. Então, como o vídeo diz, Rennes é a capital da região Bretagne, ou, em português, Bretanha. Tem aproximadamente 500 mil habitantes, o que no Brasil é considerado pequena, mas na França chega a ser uma das maiores cidades, como eu disse, capital de uma região (o equivalente a nossos estados).
Uma boa maneira de visitar a cidade é de bicicleta. Como já disse em um post, em Rennes tem o Le Vélo Star, bicicleta que alugamos por até uma meia hora gratuitamente, ou por um aumento de 1 euro por hora suplementar, ou ainda, se pago por 24h de uma única vez, sai por 1 euro. Uma boa ideia, não é? Ainda mais numa cidade repleta de pistas ciclistas.
Um lugar legal a visitar é a Place du Parlement. Localizada no centro da cidade, entre République e Sainte Anne, a praça volta e meia abriga um evento, como espetáculo de luzes no verão ou no inverno, próximo ao Natal. Além disso, é uma praça bonita, com a arquitetura clássica que ocupa parte de Rennes.
Ali pertinho, na Place de la République, está o Jardin des Plantes, não como o de Paris, mas com vasos de plantas colocados pelos próprios moradores. Legal que ninguém mexe, vandaliza ou rouba, eles estão sempre lá. Ao longo do quais da République, que é a rua na beira do rio, há prédios interessantes, além de um bom comércio, com lojas de viagens, de sapatos, de roupas, como a Galeries Lafayette, entre outras legais.

Edifícios clássicos no Centre Ville

Quais da République
Uma vez em Rennes (dica do vídeo), não deixe de provar a típica galette saucisse, que é uma espécie de crêpe (lembrando que na França crêpe é doce e galette é o salgado) com salsicha bretã. Há várias crêperies espalhadas pela cidade.
Aí chegamos ao coração da cidade, a Place Sainte Anne. Cheia de bares e edifícios em columbage, ou melhor, feitos de madeira como estrutura, no maior estilo idade média.


Não apenas na Place Sainte Anne em si, mas percorrendo o vieux Rennes, vê-se a casa mais antiga de Rennes e esse tipo de arquitetura.
Rennes é conhecida por ser cidade universitária. Então sua vida noturna é bem agitada. Na Rue de la Soif, ou "rua da sede", ao lado da Place Sainte Anne, é o reduto de jovens e pessoas que querem conhecer a vida noturna de Rennes. De pouco movimento durante o dia, todos os dias da semana à noite, em especial Às quintas à noite, fica bem agitada com pessoas ocupando além dos bares, as ruas. Isso se estende para as ruas ao redor, como a Place Saint Michel, entre outras.

Place Saint Michel à noite

Tenho mais coisas para falar sobre Rennes, mas como o post já está grande, vou deixar para um próximo.
A chanson du jour vai ser Tri Martolod, do bretão Alan Stivell, que canta em bretão mesmo, língua típica da região mas pouco falada hoje em dia. Salut!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Em exibição

Olá! Novamente não estou repetindo post...anteontem foi sobre cinema...hoje eu ia postar sobre viagens, mas acabei indo nas exposições do CCBB do Rio de Janeiro e achei legal falar sobre...até tirei umas fotos pensando em postar aqui.
Então, no momento há 3 exposições legais lá. A principal, que como sempre ocupa o hall principal e o 1º andar, é sobre o ouro. Não achei a mais legal das três, mas ficou bem bonita, em especial a sala revestida de carpetes e a sala dos espelhos, que reflete a beleza das joias expostas. A sala dos carpetes mostra um contraste entre o material refinado, que é o ouro, e o carpete, material mais "popular". Há ainda homenagens a artistas do cenário brasileiro, como Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx. A H.Stern, grife que lançou a exposição, tem uma linha de joias de Niemeyer, cujo comercial é bem legal. (Bom que em mais uma oportunidade pude mostrar um comercial legal para vocês!)
Lembrando que a exposição não é apenas sobre joias, tem obras de artistas plásticos também. A parte do Burle Marx também apresenta uma linha de joias que ele fez, ao mesmo tempo tem quadros e cerâmicas feitas por ele, seguindo a linha das joias (ou seria o contrário?)

Desenho de Oscar Niemeyer na exposição Ouro
Já a segunda exposição, da qual eu gostei mais, se chama "Virei Viral", que está em sua segunda edição. Ela aborda o tema da cyber cultura, tão "viral" hoje em dia. Vou apresentá-la mais por fotos, já que tirei várias:











Está ou não está show? E conta co nossa perticipação, já que nesses quadrinhos e nuns papeizinhos podemos escrever frases ou o que pensamos, ainda ler sobre outras pessoas. No banheiro, mais uma surpresa:

#sefievireiviral

Legal, né? Ultimamente tenho postado fotos minhas aqui, coisa que eu não fazia antes. Acho que tomei coragem pelo blog de uma amiga minha, o Casa Design Studio, em que ela tira fotos dela mesma e suas produções para a casa.
Voltando à exposição, agora a última delas, no segundo andar, ao lado de um café novo chamado Brasil e meio carinho, mas muito gostoso e aconchegante, coisa que estava faltando no CCBB, já que não se tem conforto no café do térreo.


A exposição se chama "Perto do rio tenho sete anos" ,do fotógrafo André Gardenberg e mostra o universo pantaneiro e sua poesia, de maneira simples, com animais e tal. Muito bem feita, o ambiente da sala é perfeito para se entrar no "pantanal" e no contato com a natureza. Vejam vocês mesmos:




E aí, bateu a vontade de ir? Não percam, a "Virei Viral" e a do pantanal ficam até 22 de dezembro e a do ouro até 5 de janeiro, no Rio de Janeiro!
Me despeço de vocês com a chanson du jour é Je ne dirai rien, de Black M com The Shin Sekai e Doomams, sobre uma garota fútil. Nada a ver com o post, um pouco com o ouro, para quem só pensa nisso, mas porque a música é legal e Black M. está na moda. :)