terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sincretismo Religioso: do Mundo Árabe à missa em Notre Dame

Bonjour! Falando de barcos e do rio Sena, lembrei desse clipe da Brigitte Bardot, Un Jour Comme un Autre, cuja música é triste, assim como o passeio, apesar de mostrar pontos (e pontes) bonitos de Paris. Vai ser nossa música do dia.
Continuando nosso passeio por Paris, nós saímos dos jardins do post Jardins Parisienses e fomos em direção ao Institut du Monde Arabe, no 5ème arrondisement (os arrondisements, espécies de bairros, são circulares, por isso se passa do 14ème ao 5ème com essa facilidade)

Os 20 arrondissements de Paris

 O Institut du Monde Arabe, como o nome diz, tem exposições sobre o mundo árabe, cuja imigração é grande na França. Seus painéis para melhor captar a luz do dia foram feitos pelo arquiteto Jean Nouvel, mas parece que não funcionam como o esperado. De qualquer maneira, o resultado é bom:



Acabou que fomos apenas conhecer o edifício, sem ir à exposição, e fomos no café no terraço, que tem uma vista magnífica beirando o rio Sena (ainda ele), de onde se vê a Catedral de Notre Dame, nossa próxima parada. Tomamos um chá delicioso antes de descer.

Rio Sena

Catedral de Notre Dame
No fim de nossa visita, nos deparamos com essa placa:

"O valor do homem reside no melhor dos seus atos"
Do 5ème rumo ao 1er arrondisement. A Catedral Notre Dame (Nossa Senhora) de Paris foi construída no período gótico, ou seja, na Idade Média, e recebeu adições de Violet-le-Duc alguns anos depois. É também personagem principal do querido (na França) escritor Victor Hugo, no seu romance de nome homônimo "Notre Dame de Paris", conhecido aqui pela história do Corcunda de Notre Dame.



A Catedral é belíssima, por fora e por dentro. Não é a tôa que é tão visitada, tão famosa e tão discutida nas faculdades de Arquitetura. O problema é que se localiza numa praça cheia de gente e de...pombos! Muuitos pombos, como vocês podem ver na foto seguinte:

Argh!


Problema nas grandes metrópoles, esses pombos se proliferam ainda mais com pessoas que vão à praça os alimentar. Voltando à Catedral, entrando lá dentro é a coisa mais linda, com seus vitrais coloridos que contam alguma passagem da Bíblia, além de velas de rezas, velas para Nossa Senhora...



Muito bonito, não é? Como essa primeira visita que fiz à Catedral foi no meio de uma missa, e tivemos então que passar em torno dela, o meio só sendo permitido para quem estava assistindo à missa, com fotos proibidas. Vejam o vídeo que fiz da Missa em Notre Dame, esse e o seguinte na minha lista de vídeos do Youtube. Vou deixando vocês por hoje, à la prochaine!

domingo, 23 de novembro de 2014

Sur le Bord de la Seine

Olá! Continuando nosso passeio por Paris, outro caminho gostoso de se fazer ao ar livre é passear ao longo do rio Sena. Talvez não todo, pois ele corta Paris de leste a oeste, dividindo em Rive Gauche e Rive Droite (algo como margem direita e margem esquerda), como vocês podem ver pelo mapa:

Nós descemos até chegar na Avenue Champs Elysées, da qual vocês já devem ter ouvido falar. Vejam como é bonito:


Uma outra maneira de passear ao longo do rio Sena é fazer um passeio de barco. Um deles é o Vedettes du Pont Neuf, que, como o nome diz, sai de perto do Pont Neuf (ponte nova) e custa no máximo 10 euros, dependendo do horário do passeio. Não vai ao longo de todo o rio em sua extensão em Paris, se limitando às áreas centrais, que são as mais turísticas mesmo, como a Catedral de Notre Dame e o Museu d´Orsay, a prefeitura, entre outros.
Vamos continuar com as belas fotos dessa promenade?


Algumas pessoas moram em casas-barco dentro do rio Sena, bem ao estilo Amsterdam. Eu conheci um menino que morava em um desses barcos, queria me convidar para ir lá mas a minha antiga flatmate ficou dizendo que isso na França não se fazia, e bla bla bla...como não tive oportunidade de revê-lo, só visitei uma casa-barco mesmo em Amsterdã, em um museu que é casa-barco.

Casa-Barco-Museu em Amsterdã
Outro meio de atravessar o rio Sena, ou la Seine, é o Batobus. Uma espécie de, como o nome diz, ônibus-barco, se compra um bilhete para um dia inteiro e se pode ir descendo de estação em estação. Eu peguei, desci em poucas estações e fiquei fazendo um passeio de barco para curtir o fim de tarde ao bordo desse rio. O pôr-do-sol lá é lindo! Vi tanto a pé quanto de dentro do barco. Ah, eu parei no Jardin des Plantes, do qual falei para vocês no post Viagem por...Rennes, mas fiquei meio decepcionada, dei uma volta rápida por lá e já peguei logo de volta o barco. Para os moradores de Paris que possuem o cartão do metrô parece que o barco é de graça (passando, claro, o cartão).
Uma atração ao bordo do rio Sena são suas pontes. Chamados de Ponts, um dos mais famosos é o Pont des Arts, onde se penduram os cadeados do amor.

Outro famoso é o Pont de l´Alma, onde Lady Di morreu tragicamente em 1997. Essa ponte fica no 16ème e não é muito visitada, aliás, é saída do fatídico túnel.

As pontes são aliás um espetáculo a parte, uma mais bonita ou guardando uma história diferente da outra. Tanto é que muita gente para nelas, tira foto, etc. Tenho uma ex-colega de faculdade que tirou fotos de casamento na Pont des Arts, e nela colocou um cadeado. E, voltando aos barcos, tem gente que faz casamento neles, já vi vários passando, às vezes até com dois barcos para poder abrigar todo mundo.
Se encontra um pouco de tudo ao longo do rio Sena, como esse teatro:

Dá para se andar pertinho da água, inclusive quando tem maré alta essa área fica toda inundada:

E fomos assim até chegar à Torre Eiffel, olha que beleza é ela ao pôr-do-sol, vista da borda do rio?


Última ponte do dia: nossa última parada para chegar na Torre Eiffel. Que aliás, é linda de dia e de noite, mas isso é assunto para um outro post. Vou deixando vocês com a música do dia La Seine, de Vanessa Paradis (enfim aqui!) e M. Curtam!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Jardins Parisienses

Bonjour! Vamos às novidades de hoje? Primeiramente eu fiz uma playlist de Músicas do Blog, ou melhor, coloquei apenas as músicas francesas ou que falam da França, para ficar bem típico mesmo. Em segundo lugar, como ontem falei do Louvre, encontrei essa listinha Das 10 exposições do momento em Paris. Assim continuamos nosso assunto e nossa cidade do momento.
Sexta-feira foi dia do Louvre. Sábado foi dia de passear livremente pelas ruas parisienses. Isso me lembra, além do comercial Miss Dior Chérie apresentado no post Aquele dos Cinquenta, o comercial Parisienne, da Yves Saint Laurent. Falando em YSL, esse virou filme, aliás, dois filmes, um com as roupas originais dele, e outro com réplicas feitas por um estilista.
Voltando para as ruas parisienses, começamos pelos jardins próximos à antiga casa de um antigo amigo meu, no 13ème. Passamos pelo Jardin des Grands Explorateurs, que homenageia Marco Polo e Robert-Cavalier-de-la-Salle. O primeiro atravessou a Ásia, o segundo parcorreu a América do Norte. Vejam como é bonito, como um bom jardim parisiense:



Ruas do 13ème arrondisement
Em seguida fomos a outro jardim, esse mais famoso, o Jardin du Luxembourg. Foi criado no início do século XVII por Marie de Médicis. Vejam que delícia é passear por ele, ler um livro lá, apreciar a paisagem...

Aléia de árvores no Jardin du Luxembourg

Estátua da deusa Diana, a caçadora

Pessoas lendo ou pegando sol no jardim

Leitura, bains de soleil e promenades

Fonte Médicis

Estátua da Liberdade

Além de ter uma estátua da liberdade no 16ème, numa ilhazinha dentro do rio Sena, tem essa no 14ème. O bairro abrigada ainda o pequeno panteão que aparece numa das primeiras fotos e a Torre Montparnasse, que é a mais alta de Paris, da qual vamos falar uma próxima vez.

Apenas com esses dois jardins o post já está grande, então vamos acabar por aqui. Vou indicar um livro que comprei na livraria do Museu Marmottan Monet, no 16ème. Sobre Jardins parisienses, mas como não estou achando, fica só essa indicação informal por enquanto. A chanson du jour é outra do ótimo último álbum da Zaz, chamado "Paris", e se chama Sous le Ciel de Paris, ou "sob o céu de Paris", em bom português. Tudo a ver com o post de hoje, não é? Salut!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Uma viagem pelo...Louvre

Continuando nossos posts sobre cidades francesas, chegou a vez do mais esperado de todos: Paris!
Como é uma cidade com muitas atrações, vou dividir em partes.
Vou começar pelo primeiro fim de semana que passei em Paris. Fomos numa sexta e voltei sozinha na segunda, pois a menina que morava comigo teve que voltar antes, no domingo.
Logo de cara fomos para o Museu dos Museus, o Louvre! Não é meu museu preferido, até porque tem muuita gente, e é frequentado por muitos não exatamente apreciadores de arte, mas pessoas que acham que tem que conhecer o Louvre pelo nome que ele tem. Então é bem cheio, as pessoas ficam conversando em frente aos quadros, tiram muita foto (eu fui uma delas, confesso) e descansam muito nos bancos, até porque é um museu bem extenso.
Há indicações para ir à Monalisa, quadro meio decepcionante por ser pequeno, estar em uma sala com quatro seguranças apenas ao lado dele, muita gente na frente e estar sobre um vidro, com uma corda na frente. Mas há outras áreas muito interessantes a se ver, como a parte de arte egípcia, logo no início, os pintores italianos, a Vitória de Samocrácia, que é a mulher com asas, muito linda, e os quadros de Leonardo da Vinci e outros italianos, já citados. A parte da renascença e da idade média também são legais. Passamos a tarde e um trecho da noite lá, pois às sextas-feiras é noturno, ou seja, fecha mais tarde e não vimos nem metade. Acho que precisa de um dia inteiro, ou mais, para se conhecer esse museu.

Victória de Samocrácia

Parte de Arte Egípcia

Deusa Ísis

A tão esperada Gioconda, ou, como a conhecemos por aqui, Monalisa     
Pintura da Idade Média

Como vocês podem ver, é possível fotografar lá dentro, mas sem flash. O que achei legal também foi a área central, das esculturas, onde tinha uma turma desenhando. Como se faz nas escolas de Belas Artes ou de Arquitetura:

Turma desenhando esculturas

Área central, das esculturas
Como vocês podem ver na foto seguinte, o museu é cheio. E é bonito também. Era palácio real  no passado. Quando eu fui não sabia se tirava foto do edifício ou das obras.

E, para finalizar, uma foto clássica em frente à polêmica pirâmide no exterior do Louvre:

Outro clássico: A Vênus de Milo!

Acabou dando um post só do Louvre, como se dá um dia só para visitá-lo! A chanson du jour é Paris Seychelles, de Julien Doré. Tinha que ser alguma falando sobre Paris, n´est-ce pas?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Água na Boca

Olá! Prometi um post sobre pratos franceses, e voilà!
Vamos fazer uma pequena viagem por alguns pratos experimentados ou preparados por mim na França.
Lembrando que na França geralmente se come como nos restaurantes, mesmo em casa (mas geralmente quando se é jantar com amigos, namorado, ou seja, com visita), ou seja, com pão, entrada, prato principal, queijo e/ou sobremesa, acompanhado de água (sim, eles comem tudo com água!) ou um vinho tinto, branco ou rosé ou ainda sirop, que é xarope de alguma fruta misturado com água.
Uma vez a menina que morava comigo fez um jantar delicioso típico da Bretanha, do qual eu falei aqui no post Viagem por...Rennes, a galette, que é o crepe salgado, com massa de farinha escura, mais grossa que a do crepe. Olhem o resultado:

No caso ela fez uma galette (comprou a massa pronta) com queijo, tomate e presunto, com um pouco de salada para acompanhar. Eu sou fã mesmo é da versão doce, o crepe. Esse comemos no restaurante Au Jardin des Saveurs, em Rennes, muito bom, aliás. Acompanhado de uma boa cidra bretã, é mais do que o ideal:

Crêpe de limão

Crepe de chocolate
O primeiro era um belo crepe de limão, com marshmallon, sorvete de limão e geléia de limão, muito bom. Mas confesso que esse de chocolate abre mais os olhares, olha essa calda, meu Deus!

Um café da manhã na França tem que ter a famosa baguette, além, claro, de um bom café ou café au lait.

Para o almoço, que tal um croque monsieur? É uma espécie de misto francês, só que mais gostoso, com bastante queijo por cima. Confiram:

Croque monsieur
Há ainda o croque madame, com ovo por cima de tudo, também delicioso. O refrigerante Orangina, na foto, é típico francês, e muito consumido por lá. Como o nome diz, é de laranja (do francês orange).
Se não tiver tempo e quiser uma comidinha mais rápida, há a versão francesa do Mc Donald´s, o Quick.

Almoço no Quick
Para a sobremesa, que tal um doce francês? Essa é minha parte favorita, pois adoro doces, e como os franceses não tem igual! Iguarias finas e lindas! Confiram alguns:

Acima, sorvete com forma de flor na rue Moufettard em Paris. Abaixo, charlottes, tartelettes e éclairs em uma pâtisserie na mesma rua. Lindos, não é? No Brasil, no post de ontem falei de docerias e padarias no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Recife, dêem uma olhada: Culinária França-Brasil.
Eu tentei fazer uns macarons, espécie de biscoito com massa de amêndoas e corante, dando cores bem fortes a ele, em casa. Ficou gostoso, com massa que um amigo meu comprou para mim, mas a forma não ficou legal...

 
Macarons de framboesa feitos por mim
 Olha como deveriam ficar:


Lindos, não é? Ainda em Paris, é super charmoso comer ou beber em uma terrasse, que para nós simplesmente são as cadeiras na calçada, ou na varanda.


Seja de dia ou de noite, para comer ou beber, uma terrasse é esperada ao longo do ano, pois quando faz frio ou chove, ninguém quer ficar lá fora, não é?
E, para finalizar o post, que tal uma bebidinha? Um Monaco? É cerveja com xarope de frutas, que dá essa cor avermelhada a ele. Confiram:

Monaco
A música que tem tudo a ver com o post é L´Eau à la Bouche, ou melhor "água na boca", de Serge Gainsbourg. Bon après-midi!

domingo, 16 de novembro de 2014

Culinária França-Brasil

Oba! Mais de 4 mil visualizações do blog! Estou animada, como podem ver estou postando quase que diariamente, como fazia no início do blog.
Vamos às notícias do dia? Então, lançamento de um novo livro, sobre culinária francesa, que vem do programa da inglesa Rachel Khoo, que no Brasil é apresentado pelo GNT. Rachel apresenta as delícias francesas de seu flat em Paris.

Outro livro, mas cujo lançamento, em língua inglesa, já ocorreu faz tempo, é o livro da australiana Susan Cutsforth, o segundo, já que ela tem o "Our House is Not in Paris". Estou falando do "Our House is Certainly Not in Paris", a continuação de seu sucesso. Olha a capa do livro que fofa:

Hoje no Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Rede Globo, saiu a Reportagem sobre Macarons em Recife, uma pequena empresa aberta por um casal franco-brasileiro, com sabores tupiniquins como brigadeiro, doce de leite e beijinho. Pelo jeito tem feito sucesso por lá.
As relações França-Brasil também existem do lado contrário. Em Paris, e até em Rennes, há restaurantes e bares brasileiros. Exemplo é o restaurante Barracão, em Oberkampf, em Paris, no qual não tive o prazer de ir, pois estava indo a um bar com amigos franceses, mas fotografei, no meu primeiro dia em Paris.

Outro restaurante, com comida "de casa", é o Arroz com Feijão, no 18ème arrondisement, cheio de brasileiros com saudades da comida de casa. O dono, super simpático, é brasileiro, claro.

Skol, arroz com feijão, aipim, salada e bife no jantar brasileiro do Arroz com Feijão
No Rio de Janeiro, voltando aos macarons e tudo, há a ótima Boulangerie Guérin, em Copacabana, e a pâtisserie Paradis, também em Copacabana. A da reportagem apresentada, no Recife, é a Canelés Massé, em um shopping lá, só não achei em qual. Bom, saí de livros (de culinária, é verdade) para comidinhas...me abriu o apetite...não para comer, mas para publicar sobre pratos franceses...aguardem o próximo post! Lembrando que não sou nenhuma gourmet, então não esperem passo-a-passo de receitas, ok?
A chanson du jour é o hit de Indila, Love Story. Curtam, é muito gostosinha, como o assunto do dia! Bisous!